Sempre notamos que muitas empresas não se preocupam tanto com este item.
Mas fique sabendo pode ter haver uma Mina de ouro escondida e não sabe.
Dinheiro que pode estar parado em seu ativo ou simplesmente indo pelo “ralo” mesmo, pois você não dá a devida atenção a ele.

Existem consultorias específicas que trabalham exclusivamente “garimpando” créditos. Analisam toda a movimentação da empresa nos últimos 5 anos: financeira, de serviços, balancetes, razões, extratos bancários e fazem o cruzamento de dados e apurações.
Podemos afirmar com precisão que nunca vimos, realizando alguma dessas auditorias, créditos que não fossem encontrados. Sempre há um crédito ou outro ficou para trás, por mais organizada que a empresa seja.
Principalmente se depender de “lembrança” ou ‘esforço manual’ dos colaboradores. Aquele famoso “esqueci”.
Citemos alguns créditos que as empresas mais perdem em seus processos do dia a dia:
- Créditos de Devoluções
Esse aqui é certeiro. Parece básico, mas não é. Para demonstrar a complexidade, iremos ainda desmembrar esse crédito em outros dois:
-Devoluções de Compras: Quando devolve compra para revenda é fácil, mas quando devolve uso/consumo ou compra com ST?! A maioria não lembra de estornar o débito na escrita.
-Devoluções de Venda: Mercadorias vendidas para fora do Estado a CONSUMIDOR FINAL são tributadas pelo DIFAL. As maiorias das empresas se esquecem de apropriar desse valor de DIFAL recolhido (tanto ao Estado de Destino quanto ao de Origem). Controlar o imposto destacado em nota é fácil, mas esse não está tão explícito assim.
- Créditos de Remessas/retornos de mercadorias
Grande parte das remessas de mercadorias, quando possuem um retorno posterior, não possuem débito do ICMS. Mas em algumas situações sim: quando feitas para fora do Estado, ou quando não amparados por algum benefício.
Neste sentido, todos os retornos que tiveram débitos nas saídas podem ter seus impostos reapropriados.
Em uma operação específica o valor parece pequeno, mas somando-se todas essas operações que ocorrem ao longo do ano, estes valores você poderiam estarem sendo empregados para o pagamento de um de seus funcionários, por exemplo.
Fique de olho em seus empréstimos, consignações, remessas de imobilizado, demonstrações, amostras, etc.
- Depreciações
Podemos ter crédito de impostos nas depreciações também, quando os bens objetos delas estiverem ligadas à atividade da empresa. Aqui também temos valores lutuosos se a empresa possuir um imobilizado elevado (Teremos uma dica específica desse item futuramente. Fique ligado em nossos e-mails!).
- Compras para Industrialização/Consumo sujeitas à ST
Este aqui é outro item que as empresas mais pecam, por não estar tão claro assim nas notas de aquisições.
Compras para industrialização ou consumo NÃO podem sofrer a retenção da ST (a não ser em raros casos). Mas, se houver, a empresa pode se apropriar desse valor retido, utilizando este para abater no valor a recolher.
Muitas vezes, faz-se necessário que a empresa entre em contato com seu fornecedor e EXIJA o destaque desse ST para que possa fazer a apropriação.
- Retenção de IR/INSS/PIS/COFINS/CSLL
Outro item que as empresas dão pouca atenção.
É impressionante, mas é muito comum, infelizmente, vermos empresas que até hoje pagam impostos em duplicidade.
A falta de controle nos setores das empresas é algo alarmante: faturam, sofrem as retenções e, ao final do período, promovem o recolhimento novamente; empresas obrigadas a descontar de seus recebimentos o INSS, mas ao final do período recolhem esta contribuição integralmente sobre os salários; empresas retenção de IR sobre aplicações financeiras, sem computá-las em ‘antecipações’ para abater do IR à recolher trimestralmente. O amadorismo nos controles é preocupante, seja pela ausência de recursos de sistemas, processos ou falta de interação entre os setores/contador.
Estamos falando aqui de empresas que possuem um mínimo de controles e sistemas. Agora se a empresa for desorganizada e não possuir processos internos definidos…aí meu amigo, tem é um duto da ITAIPU aberto nesta empresa!
Siga a gente nas redes sociais para mais dicas e informações: